Demagogia...
O Plano de Metas do Conselho Nacional de Justiça
não atendeu num primeiro momento a intenção
de seus idealizadores. Se o fim primeiro era
agilizar a justiça e apresentar resultados
em direção aos jurisdicionados,
na prática não foi isso que aconteceu.
Pelo menos aqui no Estado do Rio de Janeiro.
O que se assiste no Judiciário Fluminense é uma
arbitrária e incessante extinção
de feitos parados não só por inércia
das partes, mas, sem qualquer critério
processual, que vai acarretar problemas maiores
futuramente. Pior que isso: o CNJ está pensando
que atingiu sua meta final e, na verdade criou
foi um grande problema para a população.
Demagogia pura a propaganda que está sendo
veiculada nos principais meios de comunicação
do Brasil. Na verdade não se agilizou
a justiça, mas, aumentou apenas as estatísticas
de extinção de feitos sem julgamento
do mérito em razão de paralisações
de processos, muita das vezes, por questões
de necessidades, conveniências de interesses
e, até mesmo por falta de recursos financeiros
para tal. Volto a dizer: aqui no nosso Estado
então não houve nenhum critério
acerca da interpretação do Plano
de Metas. E mais uma vez, quem vai "pagar
o pato" é a população
jurisdicional, em favor dos magistrados. Veja
bem: não em favor da justiça, mas,
em favor única e exclusivamente dos magistrados,
que acumularam números nas estatísticas,
durante a vigência, até então,
desse mal interpretado Plano de Metas do Conselho
Nacional de Justiça. Infelizmente!