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14/03/2009 - 18h16
Jornalismo - São José V. R. Preto(RJ)
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Por Reisinaldo Esteves - reisinaldo@hotmail.com


Demagogia...

O Plano de Metas do Conselho Nacional de Justiça não atendeu num primeiro momento a intenção de seus idealizadores. Se o fim primeiro era agilizar a justiça e apresentar resultados em direção aos jurisdicionados, na prática não foi isso que aconteceu. Pelo menos aqui no Estado do Rio de Janeiro. O que se assiste no Judiciário Fluminense é uma arbitrária e incessante extinção de feitos parados não só por inércia das partes, mas, sem qualquer critério processual, que vai acarretar problemas maiores futuramente. Pior que isso: o CNJ está pensando que atingiu sua meta final e, na verdade criou foi um grande problema para a população. Demagogia pura a propaganda que está sendo veiculada nos principais meios de comunicação do Brasil. Na verdade não se agilizou a justiça, mas, aumentou apenas as estatísticas de extinção de feitos sem julgamento do mérito em razão de paralisações de processos, muita das vezes, por questões de necessidades, conveniências de interesses e, até mesmo por falta de recursos financeiros para tal. Volto a dizer: aqui no nosso Estado então não houve nenhum critério acerca da interpretação do Plano de Metas. E mais uma vez, quem vai "pagar o pato" é a população jurisdicional, em favor dos magistrados. Veja bem: não em favor da justiça, mas, em favor única e exclusivamente dos magistrados, que acumularam números nas estatísticas, durante a vigência, até então, desse mal interpretado Plano de Metas do Conselho Nacional de Justiça. Infelizmente!
 








 

 

 

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