Escuridão
e buracos amedrontam
moradores da
Boa Vista
Uma
realidade pouco agradável
e o risco constante de
acidentes passou a ser
constante na Boa Vista,
São José do
Vale do Rio Preto, onde
falta sinalização
horizontal, calçadas,
iluminação
pública, e asfalto
em boas condições,
na Rodovia Prefeito Bianor
Esteves, antiga São
José x Teresópolis.
Desde a queda de uma árvore
centenária, ocorrida
no dia 8 de dezembro passado,
parte da rede elétrica
da Ampla foi destruída
e, após os reparos
emergenciais, o sistema
de iluminação
pública foi esquecido,
deixando um dos trechos
mais perigosos da via totalmente
escuro. No local não
existem calçadas
e a população é obrigada
a circular pela faixa de
rodagem dos carros. Durante
a noite a situação
se agrava, quando os fiéis
da capela se reúnem
para as missas e a escuridão
só é afastada
quando carretas e carros
passam pelo local, desviando
das crateras abertas no
asfalto.
Os acidentes são
frequentes naquele trecho
e muitas mortes já foram
registradas, desde que
a estada foi asfaltada,
em 1993, pelo então
prefeito Bianor Esteves.
A conservação
do trecho é de responsabilidade
do DER-RJ, mas frequentemente é a
prefeitura quem faz a operação
tapa-buracos, sem, contudo,
resolver a situação
cada vez mais crítica
do pavimento, sobrecarregado
pelo fluxo cada vez mais
constante e pesado, fruto
do crescimento das cidades
e da rota de fuga do pedágio
de
Três Córregos.
Outra reivindicação
dos moradores do bairro é a
urgente sinalização
indicando a existência
de uma escola municipal,
- a E.M. Emilia Pereira
Esteves foi remanejada
para um novo prédio-,
que até o momento
não oferece as necessárias
condições
de segurança para
os alunos e funcionários,
uma vez que as obras de
externas ainda estão
em fase de acabamento,
obrigando o embarque e
desembarque às margens
da perigosa rodovia.
Uma
representação
dos moradores esteve ontem
no escritório local
da Ampla para protocolar
um pedido de instalação
das luminárias nos
postes novos, uma vez que
todos os contatos telefônicos
foram infrutíferos,
mas, segundo informaram,
o prazo para uma resposta
só deve ocorrer
em dez dias, tempo esse
que fará completar
os três meses sem
aquele serviço,
apesar de constar na fatura
mensal de energia.
Fonte: Agência
Serra
Fotos: Reisinaldo Esteves