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São José V. R. Preto-RJ,
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Serra do Capim dos Teixeira com medo dos bandidos
Não é de hoje que as reclamações contra os facínoras que se aproveitam da precariedade do policiamento e da atividade rural dos moradores dessa região agrícola de São José do Vale do Rio Preto e Sapucaia chegam ao conhecimento da imprensa e das autoridades. A ação quase rotineira é praticada, principalmente, por jovens usuários de drogas, que por qualquer preço vendem o produto dos furtos praticados nas casas e sítios, deixando como assinatura destruição e muitas pistas de quem sejam. Recentemente um produtor rural teve sua “prancha”, - um fusca sem carroceria e adaptado para transportar carga dentro do sítio -, levado de sua garagem, mas apesar de informar o ocorrido aos policiais de plantão, o que recebeu foi a orientação para deixar as coisas assim mesmo, pois seria impossível identificar o paradeiro do veículo e dos criminosos. Bombas de alta pressão utilizadas na irrigação e motores estacionários também desaparecem da noite para o dia. A população sabe quem são os meliantes e teme por maiores investidas desses marginais, devido a audácia e necessidade de consumir mais drogas, entretanto, apesar de todos os apelos informais aos representantes da administração pública, nenhuma medida cautelar foi implantada, já que o policiamento ostensivo naquela região é esporádico, além de tais marginais residirem em outro bairro.
Os moradores se queixam da pouca atuação do governo na melhoria das condições de vida da população da Serra do Capim, que conta apenas com uma escola infantil e um posto de saúde, mas devido as constantes e longas interrupções no fornecimento de energia, os serviços são paralisados e causam prejuízos aos agricultores e avicultores. Um deles, V.P, que aluga um galpão para a engorda de frangos e produz chuchu na lavoura, teve que comprar um motor diesel para acionar a irrigação, pois os constantes black-out impedem que as bombas de água funcionem conforme suas necessidades de trabalho, mas com os furtos ocorrendo diariamente, teve que investir numa estrutura de concreto e aço, além de instalar um alarme sonoro e retirar os fios elétricos que são cobiçados pelos meliantes.
O mesmo fez a empresa de banda larga Rapid Link, que tem uma de suas torres na Serra do Capim. Sua cabine de concreto armado e porta de aço reforçado não foi obstáculo para os três bandidos, neste domingo, que sem saberem que em seu interior existia apenas um roteador remoto e alguns fios de fibra ótica, portanto, sem metais para derreter, investiram contra o equipamento, sem contudo obter êxito. Com os ferros retorcidos e muitas marcas de solas de tênis e impressões digitais na chapa metálica, a porta resistiu o suficiente para que uma equipe de manutenção da empresa chegasse ao local, fazendo os vândalos empreenderem fuga pela mata. Representantes da empresa registraram a ocorrência na delegacia de polícia, para que mais esse evento esteja na estatística do Conselho Comunitário de Segurança de São José do Vale do Rio Preto.
Os furtos se sucedem numa grandeza que não é acompanhada pela polícia, deixando perplexos os contribuintes valeriopretanos, que vêem seus bens patrimoniais serem subtraídos sem que medidas enérgicas aconteçam em contrapartida. Um dos fatos que mais provocaram a indignação popular foi o arrombamento da APAE, no mês passado, mas outros mais causaram prejuízos, como o arrombamento de uma pizzaria na Praça João Werneck, a invasão do prédio da Secretaria de Turismo, o furto da Kombi de sonorização da prefeitura, recuperada dias mais tarde, a fiação elétrica da escola da Serra do Capim e cabos de alta tensão da AMPLA, na Reta de Águas Claras.
Os comunitários estão insatisfeitos com o tratamento dispensado pelas autoridades e pensam em tomar suas próprias providências, já que a maior preocupação não é com os bens matérias e o temor é com a segurança das pessoas que chegam a noite, dos estudos ou das igrejas, pelos escuros caminhos do bairro, que não tem boa cobertura de telefonia celular e carece de outros equipamentos públicos.

Fonte: Agência Serra
Fotos: Agência Serra


 








 

 

 

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