Secretaria
do Meio Ambiente destrói
fornos de carvão irregulares
Numa
bem sucedida ação
dos agentes da Secretaria
do Meio Ambiente de São
José do Vale do
Rio Preto, uma carvoaria
que queimava madeira de
procedência ilegal
foi notificada e teve quatro
de seus quatorze fornos
demolidos, por estarem
em desacordo com o limite
estabelecido no pacto de
cooperação
do projeto Supressão
Legal, que envolve mais
treze madeireiros parceiros
do órgão
público.
A ação foi
coordenada pelo secretário
Felipe Maia e foi autorizada
pelo responsável
pela caieira, que reconheceu
ter utilizado madeira de
outras fontes não
legais.
O projeto prevê a
participação
de madeireiros que antes
extraiam madeira nativa
para alimentar os fornos
de carvão, sem autorização
de corte, mas diante das
necessidades de retirada
de árvores em situação
de risco para a vida humana,
o corte pode ser executado
por eles e a madeira destinada
ao aproveitamento nas carvoarias,
desde que as cotas de produção
não excedam as de
corte autorizado. A carvoaria
fiscalizada foi denunciada
pelos demais carvoeiros,
que não concordaram
com o descumprimento do
pacto de cooperação.
Funcionários da
prefeitura destruíram
com pás e picaretas
os fornos e o proprietário
terá que responder
ao inquérito policial
instaurado após
autuação
pelo Batalhão de
Polícia Florestal.
Felipe Maia disse que a
regularização
das carvoarias é muito
demorada e difícil
de ser obtida, mas que
com a parceria, o controle
sobre as carvoeiras em
processo de licenciamento
tem assegurado bons resultados
na preservação
da mata nativa, uma vez
que a madeira deixou de
ser extraída clandestinamente
e a própria secretaria
constata a necessidade
da supressão e contata
o carvoeiro, que faz a
retirada de todo o material
do local de risco. O projeto
só permite a queima
de madeira retirada de
forma legal, com autorização
da bióloga da secretaria
de meio ambiente.
A maior
parte da madeira queimada
nos fornos vem
da poda regular de árvores
das ruas da cidade e dos
quintais das casas. Os
moradores solicitam a poda à secretaria
de meio ambiente, que envia
ao local um dos quatorze
madeireiros cadastrados.
Eles fazem a poda de graça
e como pagamento recebem
a madeira retirada.
Atualmente
são
produzidos mensalmente
cem metros cúbicos
de madeira certificada,
o que é suficiente
para garantir o funcionamento
de dez fornos de carvão
como os que foram destruídos.
O controle sobre o que é cortado
e o que é produzido
de carvão em São
José do Vale do
Rio Preto permite saber
se algum dos parceiros
utilizou madeira proveniente
de outras fontes, uma vez
que eles não sabem
o quanto foi autorizado.
Fonte: Agência Serra
Fotos: Agência Serra